Sirmey Amaral, do Rotary Club de Maringá-Acim, será a governadora 25-26 do Distrito 4630
A presidente do Rotary Club de Maringá-Acim, Sirmey Amaral, foi a escolhida para ser a governadora indicada designada do Distrito 4630 para o ano rotário 25-26. Ela será a segunda mulher a ocupar a função, depois de 16 anos. A primeira governadora do Distrito 4630 foi Maria da Penha Oliveira Surjus, do Rotary Club de Paranavaí-Moema.
Natural de Nova Aurora, onde morou até concluir o Ensino Médio, Sirmey é filha de Sebastião e Manuelina. Antes de consolidar a carreira como coach e mentora executiva e estar à frente da sua empresa TopConsulte Soluções Empresariais e Desenvolvimento Humano, Sirmey já foi empresária do ramo de academias, em Cianorte e presidente da BPW (Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais), organização não governamental sem fins lucrativos, no mesmo período em que morou na capital paranaense do vestuário.
Além disso, sua trajetória profissional tem passagens pela Emater e pela Organsil Assessoria Contábil. “Eu cursava Contabilidade na UEM e fui uma das primeiras alunas a conseguir um estágio supervisionado em auditoria, na Nardon e Nasi Auditores Independentes, algo que naquela época não era comum. Meus pais não tinham condições financeiras de me ajudar, quando decidi ir para Maringá fui com a cara e a coragem, em busca de um emprego, encorajada a ocupar espaços e me desenvolver. Passei necessidade, mas sobrevivi em cada trabalho que passei”, conta a coach executiva, que também acumulou experiência na Musamar, em uma indústria e em empresas do setor financeiro.
O Rotary International vem trabalhando para intensificar a DEI – Diversidade, Equidade e Inclusão e é claro que esta temática vai além da questão do gênero, porém, ter Sirmey como governadora indicada designada, representa o compromisso de promover mulheres a cargos de liderança, pois ainda elas são minorias dentro da organização.
“Tenho três anos para me preparar para assumir a governadoria do Distrito 4630, nesse primeiro momento, minha prioridade é trabalhar a sororidade entre as mulheres, pois entendo que juntas compartilharemos conhecimentos e experiências, tornando mais fácil encontrar caminhos para administrar o Distrito com autonomia e respeito”, explica Sirmey, que em várias fases de sua vida teve que romper com narrativas que questionam o papel da mulher.
Um exemplo disso é o período em que foi capoeirista na década de 90, por 12 anos, quando praticava com o grupo Muzenza. “Parei por volta de 2003 e naquela época poucas mulheres faziam, existia muito preconceito, a título de comparação fazer capoeira era passar pelos mesmos desafios que enfrentamos na sociedade”, relembra Sirmey, que também é facilitadora no Seminário Empretec - PNUD/ONU e desenvolve Programas de Liderança e Competências Comportamentais para o Sebrae Nacional, atuando há 15 anos com Líderes Públicos.
Larissa Nakao - Comunicação Corporativa






